Serviços
Exodontia em Ituiutaba-MG

A exodontia — extração dentária — é uma indicação cuidadosa, sempre considerada apenas quando todas as alternativas conservadoras não são viáveis. Em Ituiutaba, a Dra. Maria Vitória Lima realiza extrações simples (de dentes erupcionados e acessíveis) com técnica adequada, anestesia local moderna e orientações claras para um pós-operatório tranquilo. Casos cirúrgicos mais complexos — como sisos impactados, raízes residuais profundas ou cirurgias com risco de proximidade a nervos importantes — são encaminhados para cirurgiões-dentistas especialistas em cirurgia buco-maxilo-facial da nossa rede regional, mantendo o acompanhamento geral do seu caso em paralelo.
O que é Exodontia?
Exodontia é o termo técnico para o procedimento cirúrgico de remoção de um dente que não pode mais ser preservado. Embora seja chamada de 'cirurgia', a extração simples de um dente totalmente erupcionado é um procedimento ambulatorial rápido, feito sob anestesia local, sem necessidade de internação ou afastamento prolongado. A medicina e a odontologia modernas tornam a extração consideravelmente mais tranquila do que era décadas atrás — anestésicos eficazes, técnicas refinadas, medicações analgésicas e antibióticas de qualidade, e protocolos de cuidado pós-operatório bem estabelecidos. Existem três grandes categorias de exodontia, classificadas por complexidade. A extração simples é feita em dentes completamente irrompidos, acessíveis pela cavidade bucal, sem necessidade de cortar gengiva ou osso. Usa-se apenas instrumentos manuais — alavanca para deslocar o dente do alvéolo, fórceps para preensão e remoção. É o tipo mais comum: cárie destrutiva, dente com tratamento de canal falhado, dente com mobilidade severa por doença periodontal. A extração cirúrgica (ou complexa) é feita em casos que exigem incisão na gengiva, osteotomia (remoção de pequena porção de osso) e às vezes odontosecção (corte do dente em fragmentos menores para extração por partes). Indicada para sisos impactados (não erupcionados), raízes residuais profundas, dentes com anatomia desfavorável e casos em que o dente não pode ser luxado com técnica simples. Demanda mais tempo, mais cuidados pós-op e, em alguns casos, sedação consciente além da anestesia local. A extração de dentes inclusos (impactados) é uma subcategoria da extração cirúrgica — refere-se especificamente a dentes que nunca erupcionaram completamente. Os terceiros molares (sisos) são o exemplo mais comum, mas caninos e pré-molares também podem ficar impactados. No nosso consultório, atendemos as extrações simples — que cobrem a maioria das necessidades clínicas em odontologia geral. Para extrações cirúrgicas complexas (especialmente sisos impactados e dentes com proximidade a estruturas anatômicas críticas como o nervo alveolar inferior ou o seio maxilar), encaminhamos para cirurgiões-dentistas com especialização em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-faciais. Essa divisão de competências garante que cada tipo de extração receba o profissional adequado, com a infraestrutura e a experiência necessárias para o caso. A decisão de extrair um dente nunca é leve. Antes de indicar a exodontia, sempre pesamos todas as alternativas conservadoras: restauração extensa, tratamento de canal, coroa protética, periodontia avançada. A extração é o último recurso, considerado apenas quando o dente realmente não pode mais ser salvo de forma viável e funcional.

Quando é indicado?
Quando considerar
A indicação de exodontia aparece quando um dente perdeu condições de ser preservado de forma viável — clinicamente, esteticamente ou funcionalmente. A regra geral em odontologia moderna é: preserve sempre que possível. Dentes naturais, mesmo restaurados, oferecem função e sensação táctil insubstituíveis. Por isso, antes de qualquer indicação de extração, esgotamos todas as alternativas conservadoras: restauração mesmo em casos extensos, tratamento de canal, coroa protética, raspagem subgengival, encaminhamento a periodontista. Quando, apesar de todas essas opções, o dente não tem como ser salvo — ou quando preservá-lo geraria mais problemas do que benefícios — a extração passa a ser a indicação certa. Em todos os casos, a decisão é discutida abertamente com você antes do agendamento, com explicação clara dos motivos, das alternativas que não funcionaram (ou não se aplicam), e das opções de reabilitação após a extração.
Cárie tão destrutiva que não há estrutura dental suficiente para restauração ou coroa — geralmente quando mais de 50% da coroa dental está perdida e a raiz também está comprometida
Fratura coronária ou radicular irrecuperável — especialmente fraturas verticais de raiz, que não podem ser tratadas endodonticamente
Tratamento de canal falhado ou impossibilitado — quando o canal não respondeu ao tratamento, ou quando o retratamento é inviável
Necrose pulpar com infecção severa e tratamento de canal inviável — caso em que extração é necessária para resolver a infecção
Doença periodontal avançada com mobilidade severa do dente (grau III) — quando o suporte ósseo está tão comprometido que o dente não pode ser mantido
Sisos impactados causando problemas — pericoronarite recorrente, dor, cistos, deslocamento de dentes vizinhos, dificuldade de higienização
Sisos sem espaço para erupção que vão causar problemas futuros — indicação preventiva, geralmente entre 18 e 25 anos antes da raiz se formar completamente
Dentes supranumerários — dentes 'a mais' que não fazem parte da dentição normal e atrapalham o posicionamento dos demais
Dentes retidos que não erupcionarão e estão causando reabsorção de raízes vizinhas
Indicação ortodôntica — extração de pré-molares (ou outros dentes específicos) para criar espaço necessário no tratamento ortodôntico (sempre orientada pelo(a) ortodontista responsável)
Preparo para próteses totais — quando dentes remanescentes em péssimo estado precisam ser removidos antes da confecção de dentadura
Dentes com infecção que não responde a tratamento conservador e representa risco sistêmico (em pacientes com comorbidades específicas)

Como funciona o procedimento?
Como conduzimos o seu tratamento
Uma extração dentária simples é um procedimento bem estabelecido, com sequência previsível e duração geralmente de 20 a 40 minutos da entrada à saída do consultório (o procedimento em si pode levar de 5 a 20 minutos; o restante é avaliação, anestesia e orientações). O paciente está totalmente consciente, mas sem dor — apenas sente pressão e movimento durante a manipulação do dente. A técnica moderna prioriza a remoção atraumática: preservar o máximo de osso alveolar, minimizar lesão a tecidos vizinhos, controlar sangramento e iniciar logo a formação do coágulo que cicatrizará o alvéolo. Cada etapa segue um propósito clínico específico.
- 1
Avaliação clínica e radiográfica
Antes de qualquer procedimento, avaliamos o dente clinicamente (mobilidade, infecção, estado periodontal) e solicitamos radiografia periapical (mostra a raiz inteira) ou panorâmica (mostra ambas as arcadas e o seio maxilar). A radiografia revela o número de raízes, sua forma e proximidade com estruturas críticas (nervo alveolar inferior, seio maxilar, dentes vizinhos). Em casos complexos ou quando há suspeita de dificuldade técnica significativa, a indicação passa para cirurgião buco-maxilo via encaminhamento. Para extrações simples, fechamos o diagnóstico, revisamos histórico de saúde geral e medicações em uso, e conversamos sobre o procedimento.
- 2
Histórico de saúde e medicações em uso
Identificar pacientes que precisam de manejo especial — diabetes não controlada, uso de bisfosfonatos (risco de osteonecrose), anticoagulantes (varfarina exige INR recente; DOACs não precisam de interrupção em geral), antiagregantes plaquetários, condições cardíacas com risco de endocardite (requerem profilaxia antibiótica prévia conforme diretrizes AHA/SBC), histórico de alergia a anestésicos ou antibióticos. Quando necessário, solicitamos parecer médico do(a) cardiologista, hematologista ou clínico antes de agendar.
- 3
Anestesia local
Aplicamos anestesia local — geralmente lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000 ou articaína 4% com epinefrina 1:100.000 ou 1:200.000. A escolha do anestésico e da dose considera o histórico de saúde do paciente (em hipertensos descontrolados ou pacientes com cardiopatia, ajustamos a concentração de epinefrina). A técnica varia conforme o dente: infiltração local para a maioria dos dentes superiores e anteriores inferiores, bloqueio do nervo alveolar inferior para molares e pré-molares inferiores. Antes da picada, aplicamos anestésico tópico em gel na gengiva — a maioria dos pacientes mal sente a inserção da agulha. O efeito começa em 2-5 minutos. Você sente apenas pressão durante o procedimento, nunca dor.
- 4
Sindesmotomia e luxação
Antes de remover o dente, descolamos as fibras periodontais que o prendem ao alvéolo — esse passo é chamado de sindesmotomia. Usamos um instrumento delicado (sindesmótomo ou descolador) inserido cuidadosamente ao redor do dente. Em seguida, vem a luxação: com uma alavanca, aplicamos força controlada para expandir levemente o alvéolo e quebrar as últimas fibras de ligação. A luxação é uma manobra técnica que requer paciência — a expansão lenta e controlada do alvéolo previne fraturas ósseas e fraturas radiculares. Você sentirá pressão durante essa fase, mas nenhuma dor (graças à anestesia).
- 5
Avulsão com fórceps e inspeção do alvéolo
Com o dente luxado e mobilizado, usamos o fórceps adequado para apreender a coroa do dente (cada região da boca tem um modelo de fórceps específico — incisivo superior, molar inferior, etc.). Aplicamos movimentos suaves de vestibular para lingual (ou meso-distal, conforme o caso), até a remoção completa do dente. Após a avulsão, inspecionamos o alvéolo: confirmamos que não restou nenhum fragmento radicular, que não houve fratura óssea, e fazemos curetagem se houver tecido inflamatório ou cisto residual. Em alguns casos, fazemos regularização das bordas ósseas para favorecer cicatrização.
- 6
Sutura (se necessária) e formação do coágulo
Para extrações simples sem necessidade de incisão, geralmente não há sutura. Para extrações com incisão prévia, dentes posteriores grandes ou alvéolos amplos, fazemos sutura com fio reabsorvível (Vicryl) ou de nylon. Após a sutura ou no fim do procedimento, comprimimos uma gaze esterilizada sobre o alvéolo — você morde para manter pressão por 45 minutos a 1 hora. Esse passo é decisivo: a pressão controla o sangramento inicial e favorece a formação do coágulo, que é a primeira etapa da cicatrização. Sem coágulo estável, há risco de alveolite (a complicação pós-extração mais temida).
- 7
Prescrição, orientações pós-op e plano de retorno
Prescrevemos medicação conforme o caso: analgésico (geralmente paracetamol ou dipirona; ibuprofeno em alguns casos) para os primeiros 2-3 dias; antibiótico apenas quando indicado (infecção pré-existente, sisos impactados com pericoronarite, pacientes imunocomprometidos, profilaxia para endocardite). Damos orientações detalhadas por escrito sobre o pós-operatório: o que fazer, o que NÃO fazer, sinais de alerta. Combinamos retorno para remoção de sutura em 7 dias (se houver) e avaliação da cicatrização. Você sai do consultório com o contato direto para qualquer dúvida ou intercorrência nas primeiras 48-72 horas.
Quanto custa?
Os valores variam conforme cada caso. Após uma avaliação clínica, apresentamos as opções de tratamento e formas de pagamento. Consulte preços e condições diretamente pelo WhatsApp.
Cuidados pós-tratamento
Cuidados depois da consulta
Os primeiros 2 a 3 dias após a extração são os mais importantes para uma cicatrização tranquila. O objetivo central é proteger o coágulo sanguíneo que se forma no alvéolo — esse coágulo é a primeira etapa da cicatrização e qualquer gesto que o desloque pode causar alveolite (também chamada de 'alvéolo seco' ou osteíte alveolar), uma complicação dolorosa que atrasa significativamente a recuperação. A boa notícia: com cuidado adequado, a maioria dos pacientes tem uma recuperação tranquila, com desconforto leve a moderado nos primeiros 2-3 dias e retorno completo às atividades normais em uma semana. Os sintomas pós-operatórios esperados incluem desconforto leve a moderado (controlado com analgésicos prescritos), inchaço facial discreto (pico em 48-72h, depois reduz), pequeno hematoma (mancha roxa) na região, sensação de 'dente vizinho dolorido' devido à manipulação na área, eventual aumento de salivação nas primeiras horas. Tudo isso é normal e melhora progressivamente. Sinais de alerta que pedem retorno ao consultório: dor que AUMENTA após o 3º dia (especialmente irradiada para o ouvido ou têmpora — pode ser alveolite); sangramento intenso que não cessa com pressão; febre acima de 38°C; pus drenando do alvéolo; inchaço que aumenta após o 4º dia; entorpecimento prolongado do lábio inferior após extração de molar inferior (suspeita de lesão de nervo). A cicatrização gengival completa leva 7-14 dias; a cicatrização óssea inicial, 4-6 semanas; a cicatrização óssea completa, 3-6 meses. Para reabilitação com prótese ou implante, aguardamos os 3-6 meses para que o osso se estabilize completamente. No caso de extrações múltiplas ou em pacientes que ficarão sem dentes em região visível, discutimos antes a possibilidade de prótese provisória imediata para que você não fique sem dentes durante o período de cicatrização.
Mantenha a gaze pressionada por 45 minutos a 1 hora após sair do consultório — esse passo é decisivo para formação do coágulo
Aplique compressas frias externas (gelo envolvido em pano fino) por 15 a 20 minutos a cada hora, nas primeiras 24 horas — reduz inchaço significativamente
Tome a medicação prescrita conforme orientação — analgésico para dor, antibiótico (se prescrito) na dose e horários corretos, completando todo o ciclo
Nas primeiras 24h: NÃO enxágue a boca, NÃO cuspa com força, NÃO use canudo — qualquer pressão negativa pode deslocar o coágulo
Após 24h, faça bochechos suaves (sem vigor) com água + sal (1 colher de chá em copo de água morna) ou com clorhexidina 0,12% (se prescrita), 2-3 vezes ao dia
Higienize os outros dentes normalmente, evitando apenas a área operada nos primeiros 2-3 dias — depois reintroduza a escovação suave na região
Alimentação nas primeiras 24h: alimentos frios ou em temperatura ambiente, pastosos ou líquidos (sopas frias, iogurte, smoothie sem canudo, purê, vitaminas, sorvete em copo)
Evite alimentos quentes, duros, crocantes, picantes ou ácidos nas primeiras 48-72h — calor dilata vasos e pode reiniciar sangramento; alimentos duros podem traumatizar a área
Mastigue pelo lado oposto da boca por pelo menos 1 semana
NÃO fume por pelo menos 72h (idealmente 7-10 dias) — o tabaco é o maior fator de risco para alveolite, além de retardar a cicatrização
NÃO consuma álcool nas primeiras 48-72h — dilata vasos, pode interagir com medicações e atrasa cicatrização
Repouso nas primeiras 24 horas — sem esforço físico intenso, sem academia, sem esporte. Atividades leves estão liberadas
Durma com a cabeça elevada nas primeiras noites (use travesseiro extra) — ajuda a reduzir inchaço e sangramento
Em extrações que tiveram sutura: retorne em 7 dias para remoção (sutura de nylon) ou apenas avaliação (sutura reabsorvível)
Se notar dor que AUMENTA após o 3º dia, sangramento persistente, febre, pus ou inchaço crescente após 72h — entre em contato pelo WhatsApp imediatamente
Perguntas frequentes
A extração dói?
Durante o procedimento, não. A anestesia local moderna é altamente eficaz e elimina completamente a dor — você sentirá apenas pressão e movimento durante a manipulação do dente, mas não dor. A picada da agulha é minimizada com anestésico tópico em gel aplicado na gengiva antes da injeção. No pós-operatório, é esperado desconforto leve a moderado nos primeiros 2-3 dias, controlado com os analgésicos prescritos (paracetamol, dipirona ou ibuprofeno conforme o caso). A maioria dos pacientes descreve a recuperação como 'incômoda mas tolerável', não 'dolorosa'. Dor que AUMENTA após o 3º dia é sinal de alerta — pode indicar alveolite e merece avaliação imediata.Quanto tempo leva a recuperação?
O desconforto inicial se resolve em 2 a 3 dias com a medicação prescrita. A cicatrização superficial da gengiva leva 7 a 14 dias. A cicatrização óssea inicial dentro do alvéolo demora 4 a 6 semanas. A cicatrização óssea completa, com remodelação total da arquitetura óssea, leva 3 a 6 meses — esse é o motivo pelo qual aguardamos esse período antes de confeccionar prótese definitiva ou planejar implante na região. A maioria dos pacientes retorna às atividades normais (trabalho, estudo, vida social) em 1 a 2 dias após uma extração simples. Esporte intenso e esforço físico pesado podem ser retomados após 5-7 dias.Vou ficar sem o dente — e agora? Quais as opções?
Antes da extração, sempre discutimos as opções de reabilitação para que você saiba o caminho desde o início. As principais possibilidades, dependendo da localização e do número de dentes envolvidos, são: implante dentário com coroa unitária (substitui um dente isolado, com encaminhamento para implantodontista); ponte fixa apoiada nos dentes vizinhos (também envolve encaminhamento para protesista); prótese parcial removível (pode ser confeccionada por nós quando há outros dentes ausentes para reposição em conjunto); manter o espaço sem reposição (em alguns casos específicos, como sisos extraídos — não há necessidade de repor). Em dentes anteriores, podemos discutir prótese provisória imediata para que você não fique sem dente na região visível durante o período de cicatrização. A escolha definitiva é feita com base em fatores clínicos (condição do osso, dentes vizinhos), funcionais (mastigação), estéticos e seu orçamento.Posso voltar ao trabalho no mesmo dia?
Em extrações simples (dente erupcionado, procedimento de 5-15 minutos), a maioria dos pacientes pode retomar atividades leves no mesmo dia, principalmente se o procedimento foi feito pela manhã e o restante do dia permite descansar à tarde. Recomendamos repouso completo nas primeiras 24 horas, evitando esforço físico, exposição ao sol intenso e atividades exigentes. Trabalho em escritório, leitura ou atividades sentadas podem ser retomadas no dia seguinte na maioria dos casos. Para extrações cirúrgicas mais complexas (sisos impactados, raízes profundas, suturas extensas), recomendamos 1-2 dias de repouso completo e retorno gradual às atividades. Atletas devem aguardar 5-7 dias antes de retomar treinos intensos. Se você tem profissão que exige esforço físico (construção civil, agricultura), planeje pelo menos 2-3 dias de afastamento.O que é alveolite e como evitar?
Alveolite (também chamada de 'alvéolo seco' ou osteíte alveolar) é a complicação pós-extração mais temida — embora não seja grave em si, é muito dolorosa e atrasa a cicatrização. Acontece quando o coágulo sanguíneo formado no alvéolo é deslocado prematuramente, deixando o osso exposto à saliva, restos alimentares e bactérias. Sintomas: dor intensa que aparece ou aumenta entre o 3º e 5º dia pós-extração, frequentemente irradiada para ouvido, têmpora ou pescoço; mau hálito persistente; gosto ruim na boca; o alvéolo aparece 'vazio' com osso exposto. Fatores de risco: tabagismo (multiplica o risco por várias vezes), uso de canudo, bochechos vigorosos nas primeiras 24h, cuspir com força, anticoncepcionais hormonais, mulheres no período menstrual, extrações de molares inferiores (especialmente sisos). Prevenção: seguir TODAS as recomendações pós-op rigorosamente, especialmente não fumar, não usar canudo, não fazer bochechos vigorosos nas primeiras 24h. Tratamento: limpeza local do alvéolo, aplicação de curativo medicamentoso (geralmente com pasta antibiótica + analgésica), retornos para troca do curativo até cicatrização. A maioria dos casos resolve em 7-10 dias com o tratamento adequado.Vocês fazem extração de siso?
Depende do caso. Sisos (terceiros molares) erupcionados, com posicionamento favorável e sem complicações anatômicas, podem ser extraídos como qualquer outro dente em consultório de clínico geral — fazemos quando o caso é apropriado para a competência da clínica geral. Sisos impactados (não erupcionados completamente, dentro do osso, em posição horizontal ou desfavorável, próximos ao nervo alveolar inferior nos inferiores ou ao seio maxilar nos superiores) exigem cirurgia mais complexa, com osteotomia e às vezes odontosecção. Esses casos são encaminhados para cirurgião-dentista especialista em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-faciais da nossa rede regional — eles têm a infraestrutura, a experiência e os equipamentos específicos (eventualmente tomografia computadorizada para planejamento) para esses procedimentos. Em qualquer dúvida, fazemos a avaliação inicial e definimos juntos qual é o caminho adequado para o seu caso.Preciso tomar antibiótico para a extração?
Não em todos os casos. O antibiótico é prescrito quando há indicação específica — não como rotina padrão. As principais indicações para antibiótico profilático ou terapêutico são: infecção pré-existente no dente ou tecidos adjacentes (abscesso, pericoronarite ativa); extração cirúrgica de siso impactado (especialmente inferiores); pacientes imunocomprometidos; pacientes com cardiopatias específicas que exigem profilaxia para endocardite infecciosa (conforme diretrizes AHA/SBC — válvula cardíaca protética, histórico de endocardite, cardiopatia congênita não corrigida, etc.); diabetes não controlada; uso de bisfosfonatos. Para extrações simples em pacientes saudáveis, sem infecção ativa, o antibiótico geralmente não é necessário. A prescrição rotineira de antibiótico para todas as extrações está em desuso, conforme orientações atuais do Ministério da Saúde e CFO — combate à resistência antimicrobiana.Posso fazer extração se uso anticoagulante ou tenho problema cardíaco?
Sim, na grande maioria dos casos, com manejo adequado. Para anticoagulantes (varfarina, AAS, clopidogrel, DOACs como rivaroxabana, apixabana, dabigatrana, edoxabana), a recomendação atual é NÃO interromper a medicação — interromper aumenta o risco de tromboembolismo, que é geralmente mais grave do que o risco de sangramento pós-extração. Para varfarina, pedimos INR recente (até 72h antes); para DOACs, geralmente não há necessidade de exame nem ajuste. Usamos medidas locais de hemostasia (sutura, compressão prolongada, gelo, ácido tranexâmico tópico em alguns casos). Para cardiopatias com risco de endocardite (válvula protética, histórico de endocardite, cardiopatia congênita não corrigida), seguimos os protocolos de profilaxia antibiótica das diretrizes brasileiras e americanas — geralmente amoxicilina 2g via oral 1 hora antes do procedimento (com alternativas para pacientes alérgicos à penicilina). Em todos os casos, comunique seu histórico médico completo e medicações em uso no agendamento — permite planejamento adequado e seguro.É verdade que extração de dente pode causar problemas em outros lugares do corpo?
Extração propriamente dita, feita com técnica adequada e cuidados pós-op, não causa problemas sistêmicos. O que pode causar problema é infecção dental NÃO tratada — o foco infeccioso no dente pode disseminar bactérias para outras partes do corpo, especialmente em pacientes com cardiopatias específicas (risco de endocardite infecciosa), diabéticos descompensados, imunossuprimidos. Por isso, a extração de um dente irrecuperável e infectado é, na verdade, eliminação de um foco de risco — protege a saúde sistêmica. A teoria de 'extração de dente como causa de doenças à distância' (popular em algumas correntes alternativas) não tem respaldo na medicina baseada em evidências. O que existe e é reconhecido: foco infeccioso dental como gatilho para complicações em condições específicas, justificando o tratamento ou a extração quando indicado.Como é a extração em crianças? E em idosos?
Em crianças, a extração mais comum é a de dentes decíduos (dentes de leite) que estão atrasando a erupção do dente permanente ou que sofreram cárie destrutiva. O procedimento é geralmente mais simples — raízes dos decíduos são curtas e o dente já está em processo de reabsorção radicular natural. Usamos anestesia local com técnica suave, conversamos com a criança durante todo o procedimento, e os pais podem acompanhar. Em idosos, a extração tem algumas particularidades: ossos mais densos e menos flexíveis em algumas regiões, frequente uso de medicações que demandam atenção (anticoagulantes, bisfosfonatos, antidepressivos com risco de interação anestésica), comorbidades mais frequentes (diabetes, hipertensão, cardiopatias). O planejamento é mais cauteloso, com avaliação prévia mais detalhada do histórico médico e, quando necessário, parecer médico. Em ambos os grupos, a chave é planejamento individualizado e técnica cuidadosa.E se a extração foi feita há muito tempo e o espaço continuou sem dente?
Ainda dá para reabilitar. Mesmo após anos sem reposição, é possível planejar prótese, implante ou ponte para o espaço — dependendo do estado do osso, dos dentes vizinhos e da arquitetura geral da arcada. Há, no entanto, considerações que se acumulam com o tempo. O osso alveolar tende a reabsorver na região onde o dente foi extraído (perde volume gradualmente), o que pode dificultar a colocação de implante (eventualmente necessitando enxerto ósseo prévio). Os dentes vizinhos podem ter migrado para o espaço (inclinação), e o dente da arcada oposta pode ter extruído. Em alguns casos, é necessário tratamento ortodôntico prévio para reposicionar os dentes antes da reabilitação definitiva. Quanto mais tempo o espaço fica sem reposição, mais complexo o plano de reabilitação tende a ficar — mas raramente é impossível. Avaliamos cada caso individualmente.
Você também pode se interessar
Tratamentos relacionados
Agende sua consulta
Pronta(o) para agendar?
Fale com a equipe pelo WhatsApp e receba os próximos horários disponíveis.
